sábado, 25 de abril de 2009

Blogagem coletiva - Blade Runner - O filme da minha vida




BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (BLADE RUNNER)[1]


Estados Unidos, 1982
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Hampton Francher e David Peoples, baseado no livro de Philip K. Dick
Sonham os andróides com carneiros elétricos?
Com: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah, Brion James, Joanna Cassidy, Joe Turkell
Ficção científica




SINOPSE




O filme descreve um futuro em que a humanidade inicia a colonização espacial, e, para tanto, cria seres geneticamente alterados – replicantes, ou melhor, réplicas – utilizados em tarefas pesadas, perigosas ou degradantes nas novas colônias. Fabricados pela Tyrell Corporation como sendo “mais humanos do que os humanos”, os modelos Nexus-6 são fisicamente idênticos aos humanos, porém são mais fortes e ágeis. Devido a problemas de instabilidade emocional e reduzida empatia, os replicantes estão sujeitos a um desenvolvimento de suas emoções e, por conseguinte, podem fugir ao controle dos humanos, por isso o seu período de vida é limitado a 4 anos.
Após um motim, a presença dos replicantes na Terra é proibida, sendo criada uma força policial especial – “blade runners” – para caçar e “aposentar” (
to retire) os replicantes.
O filme relata como um ex-blade runner, Deckard, é levado a voltar à ativa para caçar os replicantes rebelados que vieram à Terra à procura do seu criador, para tentar aumentar o seu período de vida e escapar da morte próxima.


O FILME DA MINHA VIDA




Blade Runner, o caçador de andróides, realizado por Ridley Scott em 1982, é um filme único. Baseado no romance Sonham os andróides com carneiros elétricos? (1968) de Philip K. Dick, Blade Runner é uma obra-prima e cada vez que o vemos, descobrimos um novo significado escondido nas imagens e na história. Trata-se, hoje, de uma referência, e vários filmes de ficção científica se inspiram diretamente nele ou lhe prestam homenagem, a exemplo de O Quinto Elemento (1996) e Matrix de Wachowski (1999). Um remake japonês, chamado Blade Runner, I.K.U, foi feito por Shu Lea Cheang em 2000, em que ele mistura ficção científica e cinema erótico asiático.



É o filme da minha vida, que vejo pelo menos 10 vezes por ano, tendo-o assistido pela primeira vez em 1983, quando estreou no Brasil. Depois, com o surgimento do videocassete eu o via em cópias piratas até a primeira versão ser lançada em 1988 e eu comprá-la a um preço exorbitante. Em 1994, comprei a chamada “versão do diretor”, também em videocassete. Quando surgiram os DVDs, adquiri esta última versão importada, depois a comprei quando foi lançada no Brasil e, finalmente, comprei o pacote em que veio a “versão definitiva”, em comemoração aos 25 anos do filme.
Gosto mais da primeira versão, de 1982, porque, na época, nos apresentava um futuro que ainda estava distante – 2019 -, em que se acreditava que os robôs substituiriam os homens nas tarefas pesadas, mas também que haveria um Terceira Grande Guerra, na qual se usariam bombas atômicas, tornando o Planeta Terra um lugar impossível de se viver, onde choveria o tempo todo – a chuva ácida -, onde não haveria sol, e o homem já teria conquistado grande parte do espaço sideral para nele viver. O filme aborda essa questão a fundo, mostrando claramente que só os “incapazes”, os que sofrem de alguma “anomalia” não podem habitar as colônias espaciais.
Porém, o mais importante no filme, é o fato de abordar o comportamento do homem como robótico e o dos robôs – andróides – como humano, pois eles tentam resgatar a sua vida através de fotos, e voltam à Terra para obter respostas.
Ocorre que esses são os questionamentos da humanidade. De onde vim? Para onde vou? Quando tempo viverei? Ou seja: Qual é o sentido da vida?
E esse questionamento, no filme, quem o faz é justamente um andróide que “ensina” um humano a ser humano.
A preferência pela primeira versão é devido à redenção que aparece no final do filme. Um humano, pois nesta versão ele é humano, o caçador de andróides, Deckard, parte com a sua amada, um andróide, para um lugar paradisíaco, onde há muito verde. E Deckard diz em
off que Rachael é uma experiência e não tem data desativação, portanto não se sabe quando ela vai morrer, e conclui com o último questionamento: Quem sabe?


RESUMO



Deckard (Harrison Ford) é um blade runner
[2], um policial cuja missão é encontrar e matar os replicantes que estão na Terra. Os replicantes são seres artificiais, criados à imagem e semelhança do homem pela Tyrell Corporation para trabalhar como escravos nas colônias de outros planetas. Após uma rebelião de replicantes da geração Nexus 6, a sua presença na Terra se torna estritamente proibida, sob pena de morte por parte dos membros da unidade Blade Runner. Apesar dessa proibição, seis replicantes dessa geração, superiores em força e tão inteligentes quanto os homens que os criaram, retornam à Terra. Têm por objetivo aumentar o seu tempo de vida, já que esta é programada para durar no máximo quatro anos, embora eles próprios não o saibam. Esse limite se deve ao fato de que depois de certo tempo ativados, eles desenvolvem emoções como os humanos, podendo causar rebeliões que exijam os mesmos direitos que os homens, ou até mesmo superá-los.




Deckard caçará os replicantes, mas se apaixonará por Rachael, replicante que está sob a guarda pessoal do seu criador, o doutor Tyrell.



Durante a sua caça, Deckard aprende a ser humano, e é Roy, o chefe dos replicantes insurgentes, que, na hora da sua própria morte, exprime o que há de mais trágico nesse sentimento: Vi coisas que vocês, humanos, não acreditariam. Naves de ataque em chamas junto à borda de Orion. Vi a luz do farol cintilar na escuridão do Portal de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer. É o questionamento sobre o que acontecerá com as suas memórias quando ele morrer e a conclusão de que se vão perder, contemplando, assim, o sentido da vida como qualquer ser humano.

RECEPÇÃO INICIAL



A versão original de Blade Runner, apresentada em 1982, não está de acordo com a versão final de Ridley Scott, que devia terminar no momento em que Deckard e Rachael tomam o elevador rumo a um futuro incerto. Os produtores do filme e a Warner Brothers (a distribuidora) exigiram o acréscimo de um fim mais claro, mais feliz. Essa malfadada decisão reduziu consideravelmente o impacto global do filme.




O acréscimo de um final feliz para satisfazer as considerações econômicas dos produtores liga Blade Runner a dois filmes que também tiveram uma polêmica quanto à sua conclusão: Brazil (Gilliam, 1985) e O Exorcista (Friedkin, 1973). O filme também difere muitíssimo do romance em que se inspira. Sonham os andróides com carneiros elétricos? não tem as mesmas preocupações que o filme. A importância dos animais e o estado civil de Deckard (casado) são os temas principais do romance. As palavras “blade runner” e “replicantes” não estão presentes no texto. Os nomes das personagens foram modificados com vistas a despolitilizar o alcance do filme. No livro, Pris é um clone de Rachael, o que complica, é óbvio, a missão de Deckard, que é apaixonado pela segunda, mas tem que matar a primeira. Quando estreou nos cinemas, o filme foi um fracasso financeiro de monta e logo sumiu das telas. Já quando se tornou disponível em videocassete, um pequeno grupo de amadores começou a escrever artigos sobre o filme. Por acaso, Blade Runner, o caçador de andróides, se tornou o que continua sendo ainda hoje: um filme cultuado e adorado por muitos e criticados por muitos outros. De qualquer modo, esse filme é a mais perfeita expressão do impacto do mercado de videocassetes sobre a história do cinema, posto que sem o vídeo caseiro, o filme provavelmente teria mergulhado no esquecimento.



“Assisti a
Blade Runner duas vezes e tentei por três semanas compreendê-lo... O olho tem inteligência própria: não deixamos a mente em casa quando visitamos um museu ou uma galeria de arte. Nunca vi uma exposição de quadros tão excitante ou original quanto as imagens contidas em “Blade Runner”, e por isso eu recomendo que as pessoas inteligentes o vejam e se entretenham.” Sharp Blade: "Ridley´s Scott´s Visual Banquet", in The Washington Tribune, Washington D.C., de16 a 29 de julho de 1982

O FILM NOIR




Film Noir, ficção científica, drama, Blade Runner, o caçador de andróides pertence a todos os gêneros. O film noir é um gênero cinematográfico norte-americano, adaptado em parte do expressionismo alemão, cujo apogeu foi nos anos 40 e 50, com os filmes de Humphrey Bogart, incluindo O Falcão maltês (Huston, 1941) e Casablanca (Curtiz, 1942). Outros diretores do film noir foram Orson Welles, Alfred Hitchcock, e, é claro, Fritz Lang. Blade Runner é um film noir a um só tempo pela estética e pela temática. Visualmente, o film noir, como o nome já o indica, pressupõe uma atmosfera sombria e lúgubre. Blade Runner é um film noir que evolui durante noites chuvosas e perpétuas numa cidade, Los Angeles, desprovida por completo de vegetação. O romance de Philip K. Dick nos diz que se trata das conseqüências atmosféricas da terceira guerra mundial, ainda que o filme não o explicite. A luz desempenha um papel preponderante e o seu efeito é um elemento constante do film noir. Várias cenas do filme ocorrem no apartamento de Deckard (pois parece que ele não tem escritório) e a luz apresenta as características do gênero; a cena de amor é um exemplo bastante representativo.





Também os numerosos feixes luminosos que invadem as ruas e as residências do universo de Ridley Scott criam uma atmosfera pesada, claustrofóbica e angustiante. A personagem principal do film noir, detetive, policial, um justiceiro qualquer, sempre sofre de um desencantamento profundo, em geral acompanhado de vícios, a exemplo do alcoolismo ou do cigarro. Deckard não fuma, porém bebe muito no filme e a princípio recusa a sua missão. Além disso, ele parece muito arrasado depois que mata a sua primeira vítima, Zhora (na primeira versão do filme ele o diz claramente).




É comum o detetive encontrar uma mulher fatal que, durante o filme, se revela diferente do que parecia no começo. Rachael é uma mulher fatal por completo, muito linda, muito fria e incerta quanto à sua identidade.





As vestimentas das personagens também remetem aos anos 40, como, por exemplo, o casaco de Deckard, e alguns elementos que compõem o cenário do filme foram igualmente tirados desse período. Em resumo, Blade Runner, o caçador de andróides, é um film noir deslocado no universo da ficção científica e o emprego de velhas tecnologias para dar a impressão de um futuro decadente se tornou uma marca do gênero. Essa técnica se chama retrofitting.



A VISÃO E OS ANIMAIS





Blade Runner é um filme riquíssimo e várias interpretações temáticas são possíveis. O filme fala tanto da visão humana, biológica e psicológica, quanto da visão dos replicantes, base da sua memória, exceto da memória de Rachael, que tem a da sobrinha de Tyrell implantada, como ponto de apoio para as suas emoções. Rachael é uma experiência, pois a finalidade das memórias implantadas é, além de controlar mais facilmente o replicante, torná-lo mais humano do que o humano, com vistas ao comércio, objetivo da Tyrell Corporation, o fabricante. No entanto, também Rachael possui fotos para reforçar o seu suposto passado humano.




O filme começa com um grande plano de um olho[3] e os olhos (ou a visão) são constantemente citados ao longo da narração: Se você pudesse ver o que já vi com os seus olhos, diz Roy ao engenheiro genético que lhe fez os olhos.





Além disso, o mesmo Roy, o chefe dos replicantes, mata o seu criador, o doutor Tyrell, enfiando-lhe os olhos no crânio e cita, como dissemos acima, no momento da sua própria morte: Vi coisas que vocês, humanos, não acreditariam.



Mas o estudo humano da visão vai mais longe. Deckard, um ser humano frio, que perdeu todo o sentido da vida, das emoções, não vê a importância de viver cada dia em toda a sua plenitude. Não passa de uma testemunha: Tudo o que pude fazer foi vê-lo morrer.




Paradoxalmente, os replicantes são avaros quanto às sensações e à vida, já que a cada segundo eles estão mais perto da desativação, da morte. Os rótulos “ser humano” e “ser artificial” são aqui intercambiáveis. A onipresença de fotografias que remetem às “lembranças” das personagens, ao seu “passado”, é também um elemento da visão. São uma parte da própria memória dos replicantes que têm o seu passado registrado a partir do momento em que, após a ativação, começam a ver e a criar memória própria.
Como não sabem quando vão morrer, embora pressintam que isso se dará logo, passam a registrar os seus momentos, os seus laços afetivos através das “preciosas fotos”, como diz Roy a Leon. Também Deckard possui no seu apartamento, em cima do piano, fotografias supostamente da sua família, sugerindo que ele pode ser um replicante. Ainda no âmbito da fotografia, é através de uma chapa reproduzida pela Esper Machine[4] que Deckard descobre Zhora.



Finalmente, há o famoso teste Voight-Kamff que permite identificar um replicante, ao medir a dilatação da pupila como indício do estado emocional do testado. Deckard nunca aplicou esse teste em si próprio... Blade Runner é também um filme que fala de animais. O livro de P. K. Dick oferece uma explicação de por que certos animais verdadeiros são tão caros.




As pombas, vistas em grande abundância no edifício em que Sebastian mora, não está entre esses animais. Alguns são muito mais raros do que outros e as corujas estão extintas, motivo pelo qual só na casa do doutor Tyrell encontramos uma cópia artificial que, como diz Rachael a Deckard, é “caríssima”.





Já no filme, cada personagem é identificada com um animal. O doutor Tyrell se identifica, como o dissemos, com a coruja (símbolo da sabedoria, que no filme é cega de um olho, denotando imperfeição). Roy com o lobo, e, no final do filme, com a pomba branca, símbolo da paz. Leon é lento como um cágado (esse animal é, aliás, mencionado no seu teste no começo do filme), Zhora dança com uma serpente, Sebastian se associa a uma ratazana, Pris a um texugo, Rachael a uma aranha e Deckard a um sushi e a um unicórnio. Um verdadeiro desfile zoológico passa diante dos nossos olhos durante todo o filme: pássaros, avestruzes, uma coruja, peixes, um unicórnio, entre outros. Ainda aqui, o tema subjacente é a importância da vida, sob todas as formas. O romance explica que há pouquíssimos animais verdadeiros na Terra; os que vemos no filme seriam, portanto, artificiais como os replicantes. A raridade de animais verdadeiros é ressaltada quando Deckard pergunta a Rachael se a coruja é artificial e ela lhe responde: É claro que é; e quando pergunta a Zhora se a serpente é real e recebe a seguinte resposta: Acha que eu trabalharia num lugar como este se pudesse comprar uma serpente verdadeira?




OS DETALHES, SEMPRE OS DETALHES...





Blade Runner é um filme que precisa ser visto várias vezes para ser apreciado no seu justo valor. O filme está permeado de símbolos e é nos detalhes que a história se desvela. Além disso, ver o filme na tela grande é primordial para a experiência. Os olhos de cada replicante brilham com um tom alaranjado vivo, ressaltando a sua artificialidade. Porém, não brilham os olhos de Deckard com o mesmo tom, por um instante, quando ele conversa no seu apartamento com Rachael, após a morte de Leon? Gaff, o policial que segue Deckard na sua investigação, não diz palavra, mas deixa, quando passa, uma pequena estatueta de origami: uma galinha – quando Deckard diz ao seu superior, Bryant, que não quer caçar os replicantes insurgentes, a galinha quer dizer que ele está com medo, que é covarde – , um homem com ereção – Deckard atraído por Rachael, depois de aplicar-lhe o teste Voight-Kamff, e Gaff sabe disso, o que explicaremos mais adiante – , bem como um unicórnio, cujos significados também serão expostos mais à frente.





Trata-se de mensagens subliminares. Os painéis publicitários móveis que enfeitam a cidade apresentam repetidas vezes uma oriental maquiada como gueixa. Esta engole uma pílula e sorri. Trata-se de um anticoncepcional. Essa publicidade do futuro visa controlar o aumento da população da Terra.





O texto completo dos painéis publicitários móveis que convidam o habitante da Terra a mudar-se para as colônias espaciais, enquanto Deckard espera a sua vez no bar, é o seguinte: Uma nova vida o espera nas colônias do espaço. A chance de recomeçar numa terra dourada cheia de aventuras. Uma nova oportunidade, um novo clima, muito lazer... completamente gratuito. Na versão do Diretor foi acrescentado isto: Esse aviso é patrocinado pela Corporation Shimato Dominguez – "Ajudando a América no novo mundo". "Use o seu novo amigo como empregado pessoal ou um incansável trabalhador da terra. O humanóide replicante geneticamente desenhado e vestido na moda, especialmente concebido para satisfazer as suas necessidades. Porém, o elemento mais surpreendente é, sem dúvida, quando Rachael deixa a fotografia, supostamente dela quando criança com a mãe, no apartamento de Deckard. Este, ao observá-la, vê-a mexer-se, tomar vida por um segundo, enquanto, ao fundo, se ouve barulho de crianças brincando. É preciso prestar muita atenção para perceber isso, e o significado desse acontecimento é difícil de destrinçar. Talvez Deckard tenha achado que os implantes em Rachael foram tão bem-sucedidos, que, ao ver a foto, lhe imprimiu realidade. As imagens refletidas se movem pelo olhar de Deckard e não por si sós. E a algazarra de crianças também lhe pode ter vindo à mente através das suas próprias memórias (implantadas ou não).
A personagem de Roy pode ser interpretada de diversas maneiras, dentre as quais a seguinte: a um só tempo como Jesus e como o Diabo. O seu criador é Tyrell, homem rico, inteligente e poderoso, que vemos numa imensa cama branca, circundada de velas, moldada segundo a cama do Papa, e com um par de óculos enorme. Ele representa Deus, vê tudo, cria o passado, o presente e o futuro. Se representa Deus, a sua criação, Roy, portanto, é Jesus, e é por isso que lhe diz: o filho pródigo.





Além disso, como já o dissemos, no final do filme, Roy segura uma pomba branca, podendo ser identificado a Jesus junto ao Espírito Santo, que voa para o céu quando Roy morre. No entanto, Roy é um matador e assassina Tyrell, e nós o vemos expulso do reino divino (o quarto de Tyrell), e voltando a descer (pelo elevador) ao inferno (a cidade). O assassínio do doutor Tyrell por Roy o liga também, evidentemente, à criatura do doutor Frankenstein do romance de Mary Shelly. O espectador atento perceberá que Bryant, o superior de Deckard, explica que seis replicantes tentaram infiltrar-se na Tyrell Corporation e que um deles foi eletrocutado. Portanto, restam cinco, que Deckard deve encontrar e eliminar. No filme vemos Roy, Leon, Pris e Zhora. Onde está o quinto replicante? No Workprint, primeira versão do filme, segundo explica P. M. Sammons, em Future Noire/The Making of The Blade Runner, havia um quinto replicante, Mary, que foi retirado da versão final. Só que os realizadores se esqueceram de corrigir os diálogos.


DUAS OU MAIS VERSÕES...



Em decorrência de uma série extraordinária de circunstâncias, uma primeira e diferente versão do filme foi encontrada e acidentalmente apresentada ao público numa retrospectiva cinematográfica nos Estados Unidos. Essa versão, o Workprint, é de dificílimo acesso. Em contrapartida, uma outra versão do filme foi lançada em 1992 para celebrar o décimo aniversário do filme, e passou a ser chamada de “versão do Diretor”.





Logo, a versão original foi retirada do mercado. As diferenças são, em sua maioria, sutis, com exceção de quatro elementos: 1) A voz em off de Harrison Ford, que narra os pensamentos da sua personagem, foi retirada, o que lhe tira a condição de narrador onisciente; 2) O final feliz que Ridley Scott foi obrigado a acrescentar ao filme (ele tomou emprestadas algumas imagens de O Iluminado, de Kubrick, 1980) desapareceu em benefício do fim original; 3) As cenas mais violentas (quando Pris ataca Deckard, a morte de Tyrell e quando Roy espeta na mão um prego) foram abrandadas; 4) Uma única tomada de três segundos mostrando um sonho que Deckard tem depois de ter falado com Rachael no seu apartamento foi incluída. Essa tomada apresenta um unicórnio a galope num campo e talvez deixe subentender a possibilidade de o próprio Deckard ser um replicante e que o sonho com o unicórnio não passa de um implante.




Gaff cria, na cena final, um unicórnio de origami, porque ele, como policial poderia ter investigado os dados dos sonhos dos replicantes. Ele conhece os implantes de Deckard, por isso sabe que este último sonha com o unicórnio e o demonstra ao criar a figura de origami. Por essa razão, quando vê a figura, Deckard fixa os olhos no infinito e assente com a cabeça, visto que nesse exato momento ele percebe que é também um replicante. Além disso, Gaff, ao levar a figura até o andar do apartamento de Deckard, onde Rachael dorme indefesa, mostra a Deckard que poupa a vida da sua amada, pois desconhece o fato de que Rachael não tem data de desativação. Ademais, ele quer que Deckard saia da unidade Blade Runner, posto que a sua presença poderia atrasar a sua desejada ascensão. Poupando a vida de Rachael, Gaff consegue dar carta branca para que Deckard saia de vez da cidade. É também preciso lembrar que logo após a morte de Roy, Gaff aparece e diz a Deckard: O senhor fez um trabalho de homem.





Isso nos leva a crer que Gaff conhece toda a mente de Deckard, haja vista os seus alusivos origamis, que o tempo todo ele soube o que se passava dentro do caçador de andróides, as suas emoções, as suas reações, os seus sonhos, enfim, tudo. O sonho com o unicórnio logo após a conversa com Rachael pode igualmente aludir à lenda de que só uma virgem pode cativar um unicórnio. Nesse sentido, Rachael, virgem, pois é replicante e no próprio filme diz que não tem memória de como beijar, cativa Deckard, o unicórnio, que, já numa interpretação freudiana, com o seu falo-corno a penetra, tornando-a mulher, a quem ama. Gaff poderia servir-se de um expediente medieval para caçar Deckard-unicórnio, através de uma virgem, e a própria Rachael juntos, e eliminar ambos os replicantes, mas principalmente o seu adversário. No entanto, ele se contenta em mantê-lo bem longe dali. A presença do unicórnio pode também ser considerada premonitória do filme seguinte de Ridley Scott, A Lenda (1985), obra que justamente centra o foco no significado desse animal mítico. Já em Blade Runner, a presença do unicórnio gera dois filmes de todo diferentes, um pondo em destaque um herói humano que procura reencontrar a sua humanidade, e o outro, um replicante que se julga humano e descobre a sua verdadeira origem. Talvez nenhuma outra tomada de três segundos tenha dado tanta matéria para a produção de um sem número de teorizações na recente história do cinema.





NOTA





No final de 2007, foi lançada, mundialmente, uma edição luxuosa do filme que nos países mais abastados saiu na forma de cinco discos e nos mais pobres, em três. Disseram que o motivo de tal lançamento era a comemoração de vinte e cinco anos do filme. No primeiro disco está a “Final Cut”, ou seja a “Versão Final” do Diretor, que não teria ficado satisfeito com a sua “Director´s Cut”. O filme foi todo remasterizado. As cores foram avivadas, o som restaurado e alguns erros corrigidos, a exemplo do famoso dublê de Zhora. Também algumas falas, como a de Bryant, que diz que dois replicantes morreram eletrocutados, o que resolve o problema de haver quatro à solta, e ele deixar subentender que há cinco. Outros tantos erros foram corrigidos, mas não cabe enumerá-los aqui. Mas a maioria das falhas permanece, o que é muito bom para quem vê o filme desde o tempo dos videocassetes piratas, por volta de 1985, pelo menos umas dez vezes por ano, e acha esses erros tão sedutores. No segundo disco estão as chamadas versões “arquivadas”, a saber: a versão de 1982 para cinema dos Estados Unidos, a de 1982, internacional, e a versão do diretor, que não tem legendas nem dublagem. Mas interessante mesmo é o terceiro disco, o do making of do filme, chamado Dias Perigosos: realizando Blade Runner, com duração de 214 minutos. Esse disco nos informa acerca de tudo: desde o projeto até a finalização do filme. É um verdadeiro tesouro para os fãs. Vale a pena ter essa edição, que Ridley Scott diz ser a última. É esperar para ver.





BIBLIOGRAFIA



BLAKE, W.
America: A Prophecy. (http://www.bladezone.com/).
BUKATMAN, S. Blade Runner. Londres: British Film Institute, 1997.
CASSOL, L. A. Blade Runner – versão do espectador. (http://www.semlimites.net/).
DAMIÁN. Blade Runner o el cuestionamento del ser humano (http://www.temakel.com/cinebladerunnner.htm).
DICK, P. K. Blade Runner/Do Androids dream of electric sheep. Nova Iorque: Ballantine Books, 2002.
MARTÍN, D. Reflexiones sobre aspectos ocultos de Blade Runner. (http://www.dreamers.comadastra/ad19/audiovisual/audiovis1.htm).
PONTOLILLO, J. Subtextos miticos y simbolicos en Blade Runner.(http://www.geocities.com/Area51/Crater/4909/umb.html).
SAMMON, P. M. Future Noire/ The Making of Blade Runner. Grã Bretanha: Orion, 2002.





DVDs


BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES. Edição especial, três discos: 1) Versão final, 2007. 2) Versões arquivadas: 1982, cinema EUA, 1982, internacional, 1992, versão do diretor. 3) Making of do filme. Com Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah, Edward James Olmos. Warner Bros. Entertainment Inc., 2007.





CDs

BLADE RUNNER. Adaptação orquestrada da trilha sonora composta por Vangelis. Execução: The New American Orchestra, 1982. WEA.
BLADE RUNNER. Trilha sonora composta e executada por Vangelis, 1994. Warner Music. Reino Unido.
BLADE RUNNER TRILOGY, 25th ANNIVERSARY. 3 CDs. Música composta e executada por Vangelis, 2007. Warner Music. Reino Unido.





NOTAS


[1] Eleito, em 26/08/2004, o melhor filme de ficção científica de todos os tempos por 60 dos mais importantes cientistas do mundo, consultados pelo jornal britânico The Guardian.

[2] Eram assim chamados os detetives britânicos na época vitoriana. Ridley Scott, porém, diz que o título do filme vem de uma expressão do poeta beat William S. Burroughs empregada para policiais que devem “desligar” andróides.

[3] Não nos esqueçamos de que olho em inglês é eye, quase homófono de I, que quer dizer Eu, o que seria a afirmação do replicante como Ser. Há uma cena em que Sebastian descobre que Roy e Pris são Nexus 6 e lhes pede que façam algo. Roy se revolta e diz: Não somos computadores, somos seres, o que em seguida é afirmado por Pris, através da máxima cartesiana: Penso, logo sou (Je pense, donc je suis, em francês, o verbo é ser e não existir).

[4] Nome dado ao dispositivo que amplia a fotografia e a investiga, no apartamento de Deckard, sob o seu comando vocal. É citado nos créditos do filme e por Paul M. Sammon em "Future Noir/The Making of Blade Runner". (Ver referências na Bibliografia)




MAIS UM BEIJO, QUERIDA
Vangelis

Mais um beijo, querida,
Mais um olhar
Só isso, querida,
É até mais ver
Para o nosso amor é tamanho pesar
E tamanho prazer
Que irei mantê-lo qual tesouro até morrer

Então, por ora, querida,
Até mais ver, minha linda,
Mas te juro que não é adeus,
Pois com o tempo podemos ter uma gloriosa
A nossa gloriosa história de amor para contar

Assim como a cada outono
As folhas caem das árvores,
Tombam no chão e morrem,
E na primavera
Como doces memórias
Retornam, eu retornarei

Como o sol, querida,
Sobe alto
Nós voltaremos, querida,
Para o céu
E baniremos a dor e o lamento
Até amanhã,
Até mais ver (1)

(1) Tradução nossa

41 comentários:

Conde Vlad Drakuléa disse...

Lindo, espetacularmente lindo Renata, parabéns!!!!

Mariazita disse...

Querida Renata
Tenho pensado tanto em você!
Desejado que tudo tivesse corrido bem, e você se encontrasse já a recuperar...
Graças a Deus parece que o pior já passou, e agora tem que fazer os tratamentos direitinho.
Tem que ser, amiga, temos o dever de cuidar da nossa saúde. Foi para isso que Deus nos deu vida, para a preservarmos com carinho.

Acerca deste filme apetece-me fazer uma pergunta:
Quem não viu Blade Runner???
Eu vi, claro, e adorei.
Por uma lado, gosto imenso de ficção científica; por outro sou grande fã de Harrison Ford, que considero um belíssimo actor.

A sua resenha, óptima, como sempre.
Se alguém não viu o filme...ao lê-la fica completamente por dentro.

Querida, desejo a continuação de suas melhoras, e, sempre que possa, diga qualquer coisa; não precisa escrever muito, diga só: estou bem. Combinado?

Um bom domingo e uma boa semana.

Beijinhos
Mariazita

Wanderley Elian Lima disse...

Renata, sua postagem é clara, elegante bonita. Que Deus lhe dê força e coragem em todos os momentos de sua vida. Estou torcendo por você.
Bjs

sagitario disse...

olá renata,
obrigada pelas suas lindas palavras e o meu netinho agradece também e manda beijinhos para a tia renata.
o deu post está lindissimo e o ford é dos melhores actores da actualidade, por isso filme em que ele entre é sucesso garantido.
continuo a acender uma vela para lhe enviar muita luz e força, pois espero que se restabeleça muito rapidamente.
pode crer que somos muitos os que nos preocupamos consigo e lhe queremos todo o bem deste mundo.
um abraço de amizade

A.Tapadinhas disse...

Blade Runner, o caçador de andróides, é realizado por Ridley Scott, um dos meus directores preferidos. Baseado num romance de um dos meus autores preferidos na ficção científica, com um dos meus actores de referência, só podia dar um filme de culto. Abordagem muito completa, como é costume. Que hei-de dizer? Merecidos parabéns, pela postagem.
:)
Abraço.
António

Marta disse...

Aos anos que o vi e é realmente um filme de referência...
Um filme forte, a explorar um tema polémico, um pouco assustador...
Obrigada pela visita....
Vai correr tudo bem - é uma mulher de coragem....
Beijos e abraços
Marta

GMV disse...

Já tinha comentado o outro dia. Este é um dos meus filmes também, e adorei esta sua "postagem".

Beijos, querida amiga, que bom que voltou.

José disse...

Oi renata...ja tinha visto e é de fcato excelente..alias, filmes com Harrison Fors quais não são excelentes??
Tudo de bom e melhoras para ti, tá?

bjt

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Renata...ah..falar sobre este filme é fácil, marcou época e além de todos os predicados que o envolveram de forma tão brilhante, destaco a trilha sonora. Até hoje guardo meu bolachão...mão me desfiz dos meus antigos discos. Estão guardadinhos e os considero uma relíquia, assim como o filme tão bem produzido para a época e com uma estória como você bem disse cheia de significados...Melhoras para você e que tudo corra bem no seu tratamento...um abraço na alma

Elcio Tuiribepi disse...

É fácil sim, pleos motivos que falei, pois oi umdos melhores filmes que já vi, assim como O Iluminado, Sol da Liberdade e outros que nos marcam de alguma forma...é isso...bom domingo...

Daniel Costa disse...

Renata

Foi lendo o texto e não ficção científica o meu forte, gosto de ir sabendo sempre um pouco do panorama.
Filmes nunca fui assistir a algum do género. Quando assisto a uma sessão, procuro distraí-me e o género não reúne otencialidades, para me satisfazem.
Continuo a achar ter prazer em ler os tes comentários a propósito. No fundo, neste caso isso satisfaz plenamente.
Que tudo corra o melhor possível!
Beijinhos,
Daniel

Bandys disse...

Renata,
Voce como sempre impecavel!
Estarei torcendo aqui por voce e que tudo de certo, pois vai dar. Voce é forte e especial. E mesmo não estando aqui no blog estara nos nossos corações pois sua ausencia faz muita falta, mas com certeza voce voltara logo..
Beijos, um domingo de paz.

blog do dudu santos disse...

Bela abordagem, o filme é ótimo...estimo suas melhoras
bjo do artista

Átila Siqueira. disse...

Nossa Renata, eu achei o filme muito interessante. Eu não conhecia, mas depois de uma análise tão profunda, vou procurá-lo para assistir, pois deve ser mesmo muito bom.

Eu queria saber onde você conseguiu comprar o meu livro. É que eu gosto de saber onde as pessoas adquiriram, para ter uma noção de como as vendas estão indo em cada lugar.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA RENATA, BELÍSSIMA POSTAGEM... TRABALHO MAGNÍFICO... PARABÉNS AMIGA... ABRAÇO DE AMIZADE,
FERNANDINHA

©tossan disse...

Este foi o único filme do gênero que eu gostei e assisti sem os cortes do cinema. Os temas musicais são esplêndidos, o do trompete, do sax e o jazz da cantora. 2019?! Já estamos quase lá! Beijo

Lethéia disse...

OI..amiguinha..adoro este filme e vc contou ele todo aqui!! LHE DESEJO FORÇA PQ CORAGEM VC JA TEM! bjs Let's
Eu sou meia desligada ,mas to sempre pensando coisas para vc ta!

Paula Dunguel - Alguém que respeita e ama as artes e culturas em geral. disse...

Estou aqui marcando presença. Adorei seu blog falando sobre filmes, vou colocar um link no Tristão e Isolda e em Amores Imortais. Não sei se você conhece esse. É um blog onde escrevo uma visão própria dos vários romances de domínio público. no momento estou postando Romeu e Julieta em prosa e versos. Sou fissurada em Shakespeare. E além de Romeu e Julieta já postei Cupido e Psique e Pigmalião e Galatéia.
Endereço:
http://fapdunguel-2.blogspot.com/

Estela disse...

Mais uma vez você foi perfeita, descrevendo o filme com tanta categoria, sempre tão refinada.
Gosto de ficção científica e sou fã de carteirinha do Harrison Ford.
Minha amiga, tenha uma ótima recuperação... estarei torcendo por você.
Bjs.

Luísa N. disse...

Olá, Renata!

É a primeira vez que venho aqui... estou simplesmente encantada! Encantada pelos comentários quase que fotográficos... Encantada pela riqueza de detalhes... Encantada por achar este pedacinho de ouro no imenso areal que é a Internet!

Um carinhoso e verde abraço!!!
Luísa.

M@ disse...

Harrison Ford um dos meus atores favoritos.
Muito bom texto explica tudo em pormenor.
Beijinhos
________23 an__________23 an
______23 anos c_______23 anos c
_____23 anos casam__23 anos casam
___23 anos casamento23 a______23 a
__23 anos casamento23 a________23 a
_23 anos casamento23 anos________23
_23 anos casamento23 anos cas______23
23 anos casamento23 anos casame____23
23 anos casamento23 anos casamen___23
23 anos casamento23 anos casament__23
23 anos casamento23 anos casamento_23
_23 anos casamento23 anos casame_23
__23 anos casamento23 anos casament
____23 anos casamento23 anos casa
______23 anos casamento23 anos
________23 anos casamento23 a
__________23 anos casamento
____________23 anos casam
______________23 anos c
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__________________2

Rosemari disse...

Renata querida

Parabéns por esse post maravilhoso. A blogagem coletiva foi o´número certo para você que sabe como ninguém falar dos filmes escrevendo sinipses magníficas.
DEsejo que seu tratamento seja iluminado pela luz que vem do alto e espero que esteja aqui conosco o mais breve possível.BEijos.

rosa dourada/ondina azul disse...

Gostei do resumo que fizeste.
Não me parece ser dos que eu mais gosto, no entanto gosto de ler sempre, parece quase um conto, de tal forma nos apresentas os filmes.

Boa recuperação,
Beijinho,

Menina do Rio disse...

Renata, revi o filme nesta tua narrativa. Maravilhoso!
Cuide de si, querida. Cuide-se mesmo!

Um beijinho

Bandys disse...

Vim te trazer um abraço e desejar uma semana de paz.
Beijos

Paula Dunguel - Alguém que respeita e ama as artes e culturas em geral. disse...

Sabe qual filme marcou minha vida? O Feitiço de Áquila, vc poderia escrever alguma coisa sobre ele. Eu ia amar recordar. Uma vez quase comprei o DVD, mas o dinheiro atualmente tá meio curto, sabe como é, né? Casamento é um gasto... Um beijo amiga e espero vê-la em breve.

BANDEIRAS disse...

Olá Rê,

Uma pessoa muito especial em minha vida me levou este filme para que eu o visse. Relutei...
Mas mesmo assim, coloquei-o no pc e o assisti, já sabia quase toda a história, pois haviam me contado. Muito bem, amei o filme.
Nunca vi um filme tão bem feito.

Essa pessoa foi o meu grande amigo Voodoo, devo a ele o fato de ter conhecido tamanha preciosidade.

Filme muito bem elaborado, atores perfeitos, lindos. Cenas marcantes. Adoro a cena que ela pede para ser beijada. Enfim, o filme é 10 !

Bjs e parabéns pela blogagem coletiva, e pela escolha perfeita do tema.

Olavo disse...

Muito legal sua postagem...completa e muito bem feita..
eu não vi ao filme...mas vou procurar ver agora
bjs

Mírian Mondon disse...

Belissima postagem, praticamente uma aula sobre o filme :)
Não vi mas depois da sua descrição verei com certeza!
Devo a essa blogagem o prazer de conhecer seu blog!

Parabens!

Compondo o olhar ... disse...

muito bem lembrado, um filme muito bonito... parabéns pela postagem!!!

bjocas

ps: tbm estou participando, dá uma olhadinha lá.

Ester disse...

Olá amiga!!

Uau! De tirar o fôlego, esse blog é um belíssimo arquivo de grandes filmes,

gostei de ver seu fascínio pelo filme "Caçador de Andróides",

Dá vontade de ver todos os filmes citados, mesmo aqueles que já vi,

Rever alguns filmes é como voltar no tempo e lembrar uma passagem da vida,


Excelente sua participação nesse blogagem coletiva!


Bjs!

Nadezhda disse...

Não li o post, porque se não me engano, foi o primeiro que li quando visitei seu blog!

Mas foi um dos melhores que você já escreveu (na minha opinião).

;)

Paulo Vilmar disse...

Este filme esta marcado na geração dos anos 80 - Tenho hoje cinqüenta anos e sempre que revejo Blade, sinto-me um menino! Nunca tinha visto tanta informação sobre ele! Adorei o post, creio que só quem ama realemtne o filme, para trata-lo como você tratou! Parabéns...
Beijos!

Karen disse...

Assino embaixo da sua escolha. Nunca vi o filme dessa maneira vou reve-lo com ctz.
Estou apaixonada com a seleção do pessoal. Vontade de assistir a todos novamente ou pela primeira vez.
Se quiser dar uma espiada na minha seleção, está no 'Façamos um Brinde'.
Beijo e um otimo fds.

Anônimo disse...

Luciana do My World disse:
Mais uma vez obrigada Rê, tu é muito especial para todas nós, vou dar todos os teus recados para a Amanda.

Bjs

Anônimo disse...

Luciana do My World disse:
Rê, obrigada vou passar o recado para a Amanda, obrigada por comparecer.


Bjs


A Sentinela disse...

Querida amiga,

O filme é perfeito, seu post também.
Bjs

Wanderley Elian Lima disse...

OLá Renata, passei para lhe deseja tudo de bom. Força sempre.
Um abração

Völz disse...

unicornio? I e eye? Ótimo!

Daniel Costa disse...

Renata

"Eu preciso te tirar do sério" com um grande explendor. Muito bem a GALERIA volta e é bem vinda.
Parabéns!...
Beijos
Daniel

Luciana disse...

Oi Rê
Que bom q tu abriu o Galeria tem muito a ver contigo.
Sobre o filme que ótima resenha nunca vou conseguir escrever assim.
Bjs
Lu