quarta-feira, 23 de julho de 2014

FÚRIA DE TITÃS, 2010


FÚRIA DE TITÃS, 2010


Elenco: Sam Worthington, Pete Postlethwaite, Mads Mikkelsen, Gemma Arterton, Alexa Davalos, Ralph Fiennes, Liam Nieeson
Direção: Louis Leterrier


Recém-nascido semideus, adotado por um pescador, Perseu, já adulto, vê a sua família dizimada por Hades, enquanto castiga alguns mortais que esfacelam a estátua de Zeus.  Em busca de justiça, Perseu vai se lançar numa corrida contra o Tempo para salvar uma cidade, uma princesa e, eventualmente, fazer a festa de Hades. 
Datando do começo dos anos 80, Fúria de Titãs I, de Desmond Davis é, mais que  tudo, a última colaboração entre o produtor Charles Schneer e o lendário técnico de efeitos especiais Ray Harryhausen. Cerca de trinta anos depois, uma nova versão do filme é feita em grande escala técnica, comercial e internacional. No que respeita aos efeitos especiais é o que de mais avançado se tinha e as projeções são em 3D, técnica cada vez mais apreciada pelos espectadores, haja vista o sucesso de Avatar. É difícil, embora não de todo impossível, perceber a importância que se dá ao humano no filme, mesmo que haja ajuda divina, que também se revela humana.  Há sequências de verdadeira profundidade, perceptíveis sem as lentes 3D.  No entanto, é curioso saber que as sequências de ação não foram pensadas na origem para ser vistas em terceira dimensão. Por isso, os confrontos com espada entre Perseu e os adversários padecem de um caos de imagens que nenhum par de óculos “fornecidos” na bilheteria suporta bem. Este texto poderia terminar aqui, amaldiçoando o filme, mas encarado de um outro ponto de vista, a película consegue insuflar-nos o humano por meio desta aventura mitológica. Os deuses, assim como as gentes se humanizam.  As cenas entre Io e Perseu, e entre este e Zeus são comoventes. Olhos são para ver. Mais que isso: enxergar.



@ Renata Cordeiro