sexta-feira, 4 de julho de 2014

VI-A, DEUSA...



VI-A, DEUSA,...

Vi-a, deusa, e prostrei-me, adorando-a,
e para voltar o ídolo benigno,
a prosa esqueço e vou dela falando
no linguajar dos deuses muito digno.
Desde então foi meu signo
pintar nessas canções
tão doces perfeições;
e como a sua beleza me humilha!
que é perto dela a minha fala parca
Fio de água que no descampado brilha,
e o vasto mar que quase o mundo abarca!

JUAN BAUTISTA ARRIAZA (1770-1837)
Tradução de Renata Cordeiro