sábado, 1 de novembro de 2014

JAMES DEAN





JAMES DEAN
Estados Unidos, 2001
Direção: Mark Rydell
Roteiro: Israel Horovitz
Com: James Franco, Valentina Cervi, Edward Herrmann, David Proval, Karen Kondazian
Título Original: James Dean/James Dean: An Invented Life
Gêneros Conexos: Relações Humanas/História/Filosofia da História/Ética/Crítica dos Costumes/Ontologia



Trata-se da história da vida de James Dean, o jovem ícone votado a ser estrela do cinema cuja chama ardeu em 8 de fevereiro de 1931 e foi interrompida por um acidente de carro em 30 de setembro de 1955. O filme centra o foco na juventude conturbada de James Dean, inclusive na perda da mãe na terna idade, e na sua difícil relação com o pai, cuja aprovação ele sempre procurou. Também trata dos seus primeiros anos como ator em Nova Iorque, desde a sua aceitação no “Actor´s Studio” até o prazeroso porém muito criticado início e fim da sua brilhante e curta carreira em Hollywood. Já assisti a vários quase-documentários/dramas ficcionais, muitos deles baseados em biografias publicadas em forma de livro, romanceadas ou de um autor que travou conhecimento com o biografado. Muitos desses livros deram bons filmes, a exemplo de “A Lista de Schindler” e “Gandhi”. Enquadro “James Dean”, filme da TNT, nesta categoria. É baseado na crença de que James Dean encarnava a própria vida na vida da personagem que representava. Ele não atuava, ele “era”. A questão é ontológica, pertence à Filosofia, ao questionamento do “ser”. Logo à primeira, qualquer espectador se depara com uma cena e fica de queixo caído. Um ator virtual, desconhecido (James Dean), entra no 
set para um teste. Caminha direto até um ator “extremamente conhecido e reconhecido” (não para ele, James Dean) e diz: “é velho demais para ser o meu pai, livre-se dele”, e deixe o set. Todos os “medalhões” entram em choque. Trata-se de um ator muito bem respeitado sendo posto para escanteio. Três segundos depois, lê-se que Dean “quer que o ator o odeie, porque o seu pai o odeia”. E dá certo com o que o filme pretende demonstrar: o seu pai na vida real o odiava mesmo. Esse fato será desenvolvido até o fim do filme. O vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator de Filme Televisivo, James Franco, que interpreta James Dean, já é motivo suficiente para ver a película não só porque ele ganhou o prêmio, aliás muito merecido, mas também porque não desperdiçou um segundo sequer e ainda ajudou na edição. Em 2001, James Franco ainda não era conhecido como o Osborne da trilogia “Homem Aranha”, nem tampouco com o Tristão de “Tristão e Isolda, 2006”, filme que o consagrou, embora a sua melhor atuação tenha sido em “Sonny, o Amante”, filme dirigido por Nicolas Cage, em que ele interpreta o papel-título. Embora ainda não fosse conhecido, encarnou James Dean, a ponto de ser chamado de “James as James”.Vi o filme várias vezes e o recomendo.


PALAVRAS DE JAMES DEAN

"Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer hoje."
"Viver o mais intensamente, arriscar sempre. Se tivesse 100 anos para viver, eu ainda não teria tempo para fazer tudo o que quero fazer."
“Um ator deve interpretar VIDA, e para isso deve estar disposto a aceitar todas as experiências que a vida lhe tem a oferecer. Na verdade, ele deve procurar saber mais da vida do que aquilo que a vida lhe põe aos pés. No curto espaço de sua existência, um ator tem de aprender tudo o que há para saber; a experiência: tudo o que há é a experiência, ou abordagem desse estado o mais perto possível.”